Mononucleose Infecciosa

Mononucleose Infecciosa

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A mononucleose infecciosa é uma doença viral febril geralmente autolimitada causada pelo Epstein-Barr (EBV) e transmitida pela saliva. Além de febre, pode apresentar linfadenopatia cervical, faringite, mal-estar, astenia, esplenomegalia e hepatomegalia. O sinal de Hoagland é o edema de pálpebras ou periorbitário. O clássico exantema rubeoliforme costuma ocorrer após administração de penicilinas.

Utiliza-se testes sorológicos com detecção de anticorpos heterófilos para diagnosticar mononucleose infecciosa clássica. Esses anticorpos são da classe IgM e aumentam após 2 e 3 semanas do inicio da doença, persistindo por um tempo. Os anticorpos Anti-VCA IgM (Viral Capside Antigen) é o método mais sensível para o diagnóstico e permanece positivo por semanas. O hemograma pode cursar com o surgimento de linfócitos atípicos ou células de Downey assim como anemia hemolítica (3%).

Diagnóstico diferencial: Síndrome de Mononucleose

A Síndrome de Mononucleose é um quadro infeccioso com sintomas semelhantes ao da mononucleose, porém o agente etiológico pode ser outro. Entre os possíveis agentes estão o citomegalovírus, o Toxoplasma gondii, o Trypanosoma cruzi (doença de Chagas aguda), as espécies de Bartonella que produzem a doença da arranhadura do gato, e o vírus da imunodeficiência humana (HIV). O vírus da rubéola e o herpes-vírus humano tipo 6, agente do exantema súbito, roseola infantum ou sexta doença, são causa de síndrome adenomegálica em adultos. Drogas e outras infeccções virais podem mimetizar a doença, assim como neoplasias.

 

 

Renato Cassol - Médico Infectologista

Porto Alegre - RS