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Notícias de saúde com foco em infectologia.

Carga viral indetectável, intransmissível?

Descubra as diretrizes do Ministério da Saúde (2018) que trazem as referências bibliográficas e as recomendações para casais sorodiscordantes convivendo com HIV. Paciente convivendo com HIV e com carga viral indetectável transmite a doença por via sexual?

Dr. Renato Cassol

Médico Infectologista

Sarampo

Sarampo é uma doença infecciosa grave potencialmente fatal, causada por um vírus com genoma RNA (paramyxovirus do grupo morbilivirus), altamente contagiosa, causa tosse, febre, conjuntivite, mal-estar e um rash maculopapular (manchas vermelhas pelo corpo) . A transmissão do sarampo é aérea, ou seja, basta estar em um mesmo ambiente para haver a transmissão do vírus.

Rash maculopapular do sarampo - imgem site CDC.

Rash maculopapular do sarampo - imgem site CDC.

No fim do período prodrômico, podem ser vistas as manchas de Koplik, que são lesões de 2 a 3mm de diâmetro, discretamente elevadas, de cor branca nas laterais da cavidade oral (são patognomônicas). A principal complicação do sarampo em adultos é a pneumonia. É possível ainda desenvolver, tardiamente, uma encefalite -provavelmente autoimune- pelo sarampo. A doença é transmissível 4 dias antes de aparecer as manchas na pele até 4 dias após seu aparecimento e seu período de incubação varia entre 6 a 21 dias, média de 11-12 dias.

Apesar de ser altamente transmissível o sarampo é altamente previnível, para isso basta vacinar. A recomendação é que todo o paciente entre 1-29 anos tenha 2 doses da vacina contendo o vírus atenuado e para aqueles com mais de 30 anos uma dose. Apesar da vacina ser considerada segura ela não pode ser aplicada em gestantes, imunodeprimidos e pacientes convivendo com HIV com contagem de linfócitos T-cd4+ abaixo de 200. Profissionais da saúde devem receber duas doses da vacina contra sarampo.

Dr. Renato Cassol

Médico Infectologista

A importância do uso de EPIs

EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) são obrigatórios na área de saúde para a proteção de todos. Essa foto abaixo de 1900 mostra a mão de um técnico de radiologia, na época, a falta de conhecimento sobre os malefício da radiação em excesso e completa ausência de EPIs seguros levou a isso:

Mão técnico de radiologia - cerca de 1900

Mão técnico de radiologia - cerca de 1900

Bem diferente da realidade atual em que a tecnologia protege os profissionais da saúde e pacientes de riscos biológicos e químicos desnecessários. Abaixo uma foto do ano de 2018 onde estava atendendo um paciente provindo da África com de febre hemorrágica. Nesse momento o risco de Ebola já tinha sido excluído, caso contrário, o padrão de segurança do EPI usado seria ainda maior que os das fotos:


Vestindo EPI

Vestindo EPI

EPI completo para o risco biológico previsto para aquele momento, 2018.

EPI completo para o risco biológico previsto para aquele momento, 2018.

Dr. Renato Cassol

Médico Infectologista

Carga viral ficou detectável! E agora?

Carga viral para o vírus do HIV -que antes era indetectável- passou a ser detectável em uso de TARV (Terapia AntiRretroViral), o que pode ter acontecido? Explico nesse vídeo as possíveis causas.

Dr. Renato Cassol

Médico Infectologista

Gestante convivendo com HIV / Aids

Gestante convivendo com HIV é sinônimo de tratamento direcionado por genotipagem com TARV (Terapia AntiRretroViral) altamente potente e compatível com gestação além de carga viral indetectável na hora do parto para maior segurança biológica do recém nascido. Os cuidados necessários no pré-natal diminuem significativamente as chances de transmissão vertical do vírus do HIV.

Dr. Renato Cassol

Médico Infectologista

O tratamento do HIV não é apenas o uso de TARV (terapia antirretroviral)

Alguns tópicos que devem ser abordados na consulta médica de um paciente convivendo com HIV/Aids. Triagem para outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) com uso de tecnologia de ponta, dosagem de carga viral e LT-cd4+ além de Genotipagem pré-tratamento. Atividade física, hábitos de vida e dieta também devem ser abordados no tratamento do vírus. Finalizamos o vídeo lembrando que o paciente soropositivo tem um calendário vacinal próprio.

Doenças oportunísticas em HIV

Doenças oportunísticas são um pesadelo em pacientes convivendo com HIV. Pneumonia por Pneumocystis jirovecii (Pneumocistose), toxoplasmose de acometimento do sistema nervoso central, Sarcoma de Kaposi e Linfomas não-Hodgkin são abordados nesse vídeo assim como a melhor maneira de evitá-las.


Dr. Renato Cassol

Médico Infectologista

O hospedeiro determina a doença infecciosa?

Nesse vídeo eu dou um exemplo de como um determinado hospedeiro pode apresentar doenças infecciosas diferentes causadas pelo mesmo agente etiológico. A imunidade de cada paciente e sua resposta imunológica pode determinar a doença infecciosa.

Dr. Renato Cassol

Médico Infectologista

Genotipagem para o vírus do HIV

A genotipagem para o vírus do HIV permite que se detecte padrões de resistência viral e que se possa iniciar o tratamento específico para o vírus diminuindo drasticamente as chances de falha terapêutica. Assista o vídeo e entenda um pouco mais sobre esse importante exame.

Dr. Renato Cassol

Médico Infectologista

História natural da infecção pelo HIV

No dia 20 de maio de 1983, o HIV foi isolado e identificado pela primeira vez em Paris, no Instituto Pasteur, pelos pesquisadores Luc Montagnier e Françoise Barré-Sinoussi. A identificação do vírus permitiu avanços no diagnóstico, tratamento e prevenção da doença. Não estaria errado dizer que toda a medicina evoluiu com as pesquisas sobre o HIV. Entenda as fases clínicas da infecção pelo vírus, desde o contágio até a doença e como fazer para interromper a doença e levar uma vida com mais saúde.



Dr. Renato Cassol

Médico Infectologista

Vacina Influenza (Gripe) 2019

A campanha para vacina da Gripe (influenza) já iniciou, veja quem deve ou pode se vacinar. Vacinas salvam vidas!

Dr. Renato Cassol

Médico Infectologista

DENGUE, CHIKUNGUNYA, ZIKA e FEBRE AMARELA, definições de casos suspeitos.

Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela são arboviroses que já possuem casos autóctones no Rio Grande do Sul, ou seja, além de casos importados de outros estados da federação, existem casos de transmissão no RS.
Mas quando desconfiar que um paciente está com uma arbovirose?

Para isso existe as definições de casos suspeitos e são elas:

DENGUE: febre ALTA de início súbito, com duração máxima de 7 dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: cefaléia, dor retro-ocular, mialgia, artralgia, exantema, náuseas, vômitos, petéquias, prova do laço positiva, leucopenia.

CHIKUNGUNYA: fase aguda – paciente com febre ALTA, com duração máxima de 7 dias, acompanhada de ARTRALGIA(S) INTENSA de início súbito. Pode estar associado a cefaleia, mialgias e exantema.

ZIKA VÍRUS: Pacientes que apresentem exantema máculopapular pruriginoso, acompanhado de pelo menos DOIS dos seguintes sinais e sintomas: Febre baixa ou inaparente, hiperemia conjuntival sem secreção e prurido, poliartralgia, edema periarticular.

FEBRE AMARELA: Paciente com febre aguda (de até sete dias), de início súbito, com icterícia, procedente de área de risco para febre amarela ou de locais com ocorrência de epizootias em primatas não humanos, nos últimos 15 dias, sem comprovação de vacina contra Febre Amarela.

Dr. Renato Cassol

Médico Infectologista

Terapia antimicrobiana sequencial (Sequential therapy)

A idéia por trás da terapia antimicrobiana sequencial é a de haver troca de antimicrobiano da via parenteral para via oral o mais cedo quanto as condições clínicas do paciente permitirem sem alterar o tempo total de tratamento.

Varíola, o poder da vacina e pavimentação para o futuro da humanidade.

O que Shunzhi, imperador da China,  Ramsés V, faraó do Antigo Egito,  Luís XV de França, Ludwig van Beethoven e Josef Stalin tiveram em comum? Todos eles foram infectados pelo vírus da varíola. Uma doença infectocontagiosa causada por um dos maiores vírus que infectam o homem. Na verdade o vírus é tão grande que pode ser visto na microscopia óptica. Sua última vítima conhecida é Janet Parker, em um acidente biológico em 11 setembro 1978 em Birmingham Medical School Uiversity, Inglaterra.

Alguns historiadores acreditam que surtos de varíola aceleraram o declínio de Atenas e mesmo do Império Romana, causando mortes e desorganização das sociedades.

 

 

 

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varíola

O Poder da Vacina

Duas crianças, apenas uma foi vacinada.

Duas crianças, apenas uma foi vacinada.

Em 1796 Edward Jenner, um médico Inglês, observou que um grupo de pessoas não era suscetível a infecção pelo vírus da varíola: as mulheres que retiravam leite das vacas. A sua imunidade provinha de um vírus não letal que causava varíola das vacas (vírus vaccinia). O médico inoculou esse vírus vaccinia em humanos imunizando os mesmos contra varíola, foi criada a vacina mudando a história da humanidade para sempre.

Após a morte de 500 milhões humanos por varíola apenas no século XX a OMS, em 1980, a declarou erradicada, restam 2 exemplares dos vírus: um no CDC em Atlanta Estado Unidos e outro no Instituto Vector, na Rússia.

Com a utilização de vacinas em grande escala os humanos conseguiram, cada vez mais, se reunir em grandes aglomerados. Exatamente, sem vacinas NY, Tokio, Paris ou Londres nem existiriam da forma que aí estão. Grandes centros urbanos são inviáveis se surtos infectocontagiosos letais ainda existissem de forma descontrolada.

 

 

Dr. Renato Cassol

Médico Infectologista

 

Quando iniciar o tratamento para o HIV/Aids?

Quando iniciar o tratamento para o HIV/Aids? Nesse vídeo eu dou alguns detalhes de quando iniciar o tratamento para HIV, assim como algumas possibilidades de terapia anti-retroviral.

Renato Cassol - Médico Infectologista

Rio Grande do Sul

Qual a diferença entre HIV e Aids?

 

Nesse vídeo descrevo brevemente a história natural da doença pelo HIV, a diferença entre pacientes soropositivos e com Aids. E explico, em última análise, que Aids é uma doença causada imunossupressão pelo HIV.

 

 

Renato Cassol - Médico Infectologista

Rio Grande do Sul