Herpes Genital Recorrente

Herpes Genital Recorrente

Herpes Genital Recorrente

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O herpes genital recorrente é aquele que ocorre por reativação do vírus HSV-2 e 1. As lesões são dolorosas -tipo pequenas "bolhas"- e acometem a região genital, períneo e glútea. Por definição, é uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível). Todo paciente que possui herpes genital deve ser rastreado para outras ISTs (Infecção Sexualmente Transmissível). Ter a infecção por HSV-2 é importante fator de risco para transmissão do HIV, por isso toda atenção na prevenção. As taxas de infecção pelo HSV-2 são maiores entre mulheres e em pacientes imunocomprometidos e o correto diagnóstico confirmando a infecção pelo herpes simplex deve sempre ser realizado, já que implica em custos e riscos para o paciente. Especial atenção deve ser dada a mulheres em idade fértil pois uma infecção pelo HSV-2 tem sérias consequências para o feto na gestação.

Existem alguns protocolos de tratamento para herpes genital recorrente com o possibilidade até mesmo de cura ou longos períodos remissivos. Casais sorodiscordantes para herpes simplex se beneficiam desses protocolos assim como gestantes e pacientes com lesões recorrentes. Ainda em gestantes, a terapia supressiva é recomendada após a 36 semana de gestação e caso tenha lesões no momento do parto a via deve ser a cesariana.

As opções de terapia supressiva deve ser discutida com todos os pacientes que possuem herpes genital recorrente, mesmo entre aqueles com recorrências infrequentes. Os protocolos de supressão, mesmo os de longa duração, não estão associados a emersão de resistência viral.

Herpes Simplex Genital

O vírus genital do herpes simplex (HSV-2) é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns no mundo. A transmissão desses vírus (HSV-1 & HSV-2) não é exclusiva pela via sexual, podendo ocorrer também durante o parto vaginal. O herpes genital é uma IST crônica. Ambos os vírus da herpes (HSV-1 & HSV-2) podem causar a doença e permanecem latentes nos feixes nervosos sacrais. Uma vez atingida a fase latente o vírus fica albergado nos feixes nervosos e nem a resposta imune do hospedeiro ou os agentes antivirais são capazes de erradica-lo.

O tratamento com antivirais sistêmicos resulta em significante melhora dos sintomas da doença e, apesar do aciclovir ser o agente mais utilizado na última década, outros novos e potentes antivirais estão disponíveis no mercado, na maioria, com posologia mais conveniente. 



 

Renato Cassol - Médico Infectologista

Porto Alegre - RS